O projeto, que estreou em julho de 2024, celebrou os 40 anos do Ateliê Iza do Amparo com quatro exposições marcadas pela arte, pela memória e pela presença da audiodescrição ao vivo em todas as mostras.
As exposições contaram a trajetória de uma família de artistas:
- “Artista-Cientista Paulo do Amparo: Das Manufeituras à Zoada do Teu Momento” abriu o circuito, em julho;
- Em outubro, foi a vez de “Artista-Prática Catarina DeeJah — De Que País Vem Este Carnaval? Se o Oriente Nasce em Meu Quintal”;
- Em janeiro, o destaque foi “Artista-Reincidente Humberto Magno: Vestígios de Estranha Civilização”, abordando o trabalho do artista com quem Iza do Amparo construiu vida, família e o ateliê;
E, encerrando o ciclo, a exposição da própria Iza do Amparo, exibida em junho, apresentou obras da série “Sistemas”, que explora variações entre geometria e assimetria — uma pesquisa que a artista desenvolve desde os anos 1970.
A COM Acessibilidade Comunicacional participou de todo o percurso com audiodescrição ao vivo. Na primeira mostra, o trabalho contou com a participação das estagiárias Olímpia Alves (@olimpinha_alves) e Flávia Harten (@fharten); na segunda, com Luanna Brennand (@luanna.brennand) — todas acompanhadas por Liliana Tavares, que também conduziu as duas últimas exposições.
Além da acessibilidade comunicacional, o projeto garantiu transporte acessível de ida e volta para visitantes com deficiência, promovendo o acesso e a convivência.
As tardes olindenses no ateliê foram marcadas por encontros afetivos, conversas com os artistas, e uma recepção sempre calorosa — com sucos, frutas e a presença espontânea dos que passavam pela casa-ateliê. Um verdadeiro exercício de arte, convivência e pertencimento.